com que roupa vamos?

Apesar de bem conhecidos os trajes do noivo e da noiva – a noiva vai de branco, o noivo de paletó e gravata -, às vezes podem surgir dúvidas do que vestir de acordo com o estilo e o horário do seu casamento já que há algumas opções dentro da tradição. Nós, meninas, sonhamos desde pequenas com o vestido e adoramos comentar este vestuário quando vamos a um casamento. Então, cara noiva, você deve estar se perguntando: aquele vestido maravilhoso da Cinderela se encaixa no meu casamento ou vou parecer a gata borralheira?

Algumas diretrizes são básicas e comum a todos os que estarão no altar (com exceção do padre, claro!), de maneira que a escolha do traje deve respeitar:

  • Estilo da festa: formal ou informal
  • Horário: manhã, tarde ou noite
  • Local: cidade, praia ou campo
  • Tipo físico da pessoa

Segundo Vera Simão, badalada cerimonialista em São Paulo, precisamos seguir algumas diretrizes para não errar no modelito.

Antes de combinar com o horário do dia, o vestido deve combinar com a noiva. Além de deixar transparecer sua personalidade, o vestido também deve lhe favorecer fisicamente, deixando-a segura para o grande momento da sua vida. Portanto, não insista em um modelo dos seus sonhos se ele não lhe cair bem, e esteja disposta a suar nas lojas de vestido de noiva até achar o vestido certo. Lembre-se de levar com você pessoas que conhecem o seu gosto e que também são sinceras – é bom ter opiniões mas também não se obrigue a agradar a todos.

Casamento de dia pede leveza. Se o casamento for acontecer antes do meio-dia, combine tecidos leves, rendas e bordados de linha. Sem perder a elegância, você manterá a leveza e descontração de um casamento nesse período do dia, quando as galinhas acabaram de começar a cantar.

  • Tecido: o segredo é evitar o brilho. O contraste com o brilho do sol não vai ser bonito, principalmente nas fotos. Dê preferência a tecidos como musselina, organza, shantung e jacquard de seda;
  • Cor: prefira as mais claras como branco ou off-white;
  • Pedras: diga não às pedras com brilho e substitua por detalhes com renda, bordados de linha, aplicação de pérolas ou de pedras sem brilho;
  • Modelo: aqui você pode explorar! Tanto longos quanto longuetes são uma opção;
  • Acessórios: casquete com veuzinho é uma boa opção e flores (que aguentem o calor) também podem funcionar. A luva é opcional mas eu particularmente não gosto;
  • Jóias: têm de ser sutil.

A tarde pede romantismo, que por sua vez demanda uma combinação de tecidos com fitas, pedras matizadas e cristais.

  • Tecido: leves como musselina e shantung, rendas também são uma boa opção. Invista em um modelo menos estruturado e mais solto para dar um ar romântico;
  • Cor: branco ou off-white, nada de usar a imaginação a não ser que seja seu segundo ou terceiro casamento – neste caso você pode optar por uma outra cor em tom pastel;
  • Pedras: aproveite que a festa invade a noite e trabalhe com fitas, drapeados, pérolas, pedras matizadas ou cristais;
  • Modelo: longo, sempre. Evite que o decote seja longo também (rs), chamando a atenção pelos detalhes do vestido e não pelo seu colo avantajado;
  • Acessórios: você pode acrescentar a famosa coroa para segurar o véu, que é indispensável. Grampos de perolas ou outras maneiras de se prender o véu também são boas opções. Pesquise, pesquise, pesquise;
  • Jóias: depende do vestido. Vestidos mais trabalhados pedem brincos pequenos, vestidos com menos brilham demandam jóias de mais destaque.
Noite combina com elegância. Com o luar a cerimônia ganha brilho e fica mais tradicional. A imaginação pode fluir, desde que não ultrapasse o limite do bom gosto.
  • Tecido: podem ser mais pesados como crepe de seda e tafetá. Apesar de ser leve, o tule têm aparecido bastante para dar um toque especial sem muita pompa;
  • Cor: branco, off-white e pérola.
  • Pedras: abusar das pedrarias não faz mal, mas também não tente se transformar em um lustre de cristal. As pedras podem formar desenhos ou acompanhar os detalhes do tecido;
  • Modelo: a ousadia está no corte e como você irá estruturar o tecido. Atualmente os vestidos estão mais juntos do corpo e menos armados. Não se esqueça que você irá passar a noite abraçando pessoas, dançando e curtindo. Tem de ser minimamente confortável;
  • Acessórios: grampos e tiaras também são indicados, tanto em pedras ou pérolas, e o véu deve ser leve. Luvas podem ser uma opção se combinarem com o estilo do vestido;
  • Jóias: devem ser o contraponto do vestido. Vestidos muito pomposos pedem menos jóias, vestidos mais simples permitem mais jóias.

Fundamental independentemente do horário ou do noivo é o corte do paletó. O traje do noivo deve ser bem cortado e estruturado, porque não há nada mais deselegante do que um terno torno. Branco é proibido – noivos, essa é a cor da noiva! Para dar um toque especial, não se esqueça da boutonnière, aquela flor que vai na lapela esquerda do paletó do noivo.

A flor na lapela é usada pelo noivo, padrinhos, pai da noiva e pai do noivo, para diferenciá-los dos convidados como personagens importantes do casamento – e a cor da flor do noivo deve ser diferente da cor da flor dos padrinhos, principalmente se noivo e padrinhos estiverem com a mesma cor de traje. Em relação ao tipo de flor, desde que delicada pode ser qualquer tipo de flor (prefira as com cabo mais grosso para não quebrar), e não precisa necessariamente ser a mesma do buquê da noiva – mas fica bonito se for. Atenção! Se o noivo preferir o lenço no bolso, esqueça da flor. Ou um, ou outro. Eu acho a flor infinitamente mais bonita e dá um charme especial.

Mas, para colocar a flor precisa ter um traje, não é mesmo? Os modelos do traje variam entre:

Fraque: calça em tecido risca-de-giz, paletó cinza grafite com cauda longa e deve ser usado abotoado. O colete do fraque é cinza e usa-se camisa branca, nunca com botões no colarinho e sempre fechamento no punho com abotoadura. Pode ser usado com gravata plastron (aquela que parece um lenço, como na figura) ou com gravata normal prateada. O fraque é usado apenas em casamentos formais durante a noite e para noivos com mais de 1,72m (a cauda pode achatar a pessoa). Se o noivo vai de fraque, pais e padrinhos vão de meio-fraque. Variação para o fraque é o fraquete, uma versão toda em preto do fraque.

Meio-Fraque: calça em tecido risca-de-giz, paletó cinza grafite sem cauda e deve ser usado abotoado. Sim, igual ao fraque, porém com o paletó sem a cauda. A gravata pode ser tanto plastron quanto normal. Opção menos formal do que o fraque, se você quer muito luxo no seu casamento não opte por este traje. Se o noivo vai de meio-fraque, pais e padrinhos vão de meio-fraque ou terno. Apenas como curiosidade, este é o traje mais alugado pelos noivos por ser um meio termo entre o muito formal e o mais informal – é elegante sem ser exagerado.

Terno: sempre se refere a calça, paletó e colete – quando é apenas calça e paletó, o nome correto é costume -, e devem sempre ser feitos sob medida. Lembre-se que o corte é fundamental para trazer uma maior elegância. Mas eu tenho mesmo que usar colete? Sim! Você é o noivo, precisa se diferenciar dos seus convidados. Tradicionalmente a maioria dos noivos optam por gravata prata, mas a gravata branca também é uma boa opção. É considerado uma opção mais atual – divide ó pódio com o meio-fraque – e muitos noivos têm optado por combinar a gravata com a cor da decoração da festa e até da flor da lapela. Varia de noivo para noivo e de gosto para gosto. Eu acho bonito manter a gravata prata e trazer um contraste bonito para a boutonnière.

Smoking: paletó preto com lapela acetinada e calça preta com faixa acetinada. A gravata tradicionalmente é a borboleta, mas ultimamente alguns homens mais modernos também têm usado com gravata normal modelo slim, preta. No Brasil é considerado uma roupa para casamentos muito glamorosos, em que é pedido traje black-tie (ou seja, muito luxo). Se o noivo vestir smoking, o convite deve ressaltar que a festa é black tie – já que demandará que pais e padrinhos estejam de smoking, os convidados estejam com um traje formal (mínimo meio-fraque, com o risco de ficar deselegante) e as mulheres de longo. Lembre-se, smoking = luxo. Afinal, é o traje mais utilizado em festas que demandam andar pelo tapete vermelho em Hollywood.

Há um modelo que fico até com medo de comentar aqui e dar a ideia a alguém, que é o Casaca. A não ser que você tenha um desejo reprimido de se casar com um maestro, não opte por esse modelo! Brincadeiras à parte, o casaca é um paletó preto curto na frente e com cauda longa, bipartido atrás, usado em casamentos da nobreza, sempre à noite, ou em jantares com chefes de Estado. Caiu em desuso e não faz sentido ser usado em casamentos no Brasil.

Atenção: não se esqueça de avisar seus padrinhos em relação ao modelo e cor escolhidos para que o altar não vire um desfile de moda de trajes e cores possíveis. Uma boa dica é dar para o padrinho uma gravata quando for convidá-lo para ser padrinho. Assim você também evita um arco-íris no altar.

Casamento de manhã pede um terno nas cores cinza ou azul-marinho. A túnica tem aparecido como uma opção (é o terno com um casaco mais longo), mas eu particularmente não gosto e é pouco usado, por isso não coloquei como uma opção acima.

Opções como terno escuro ou túnicas em azul-escuro, verde-musgo ou cinza são ideais para o horário. Porém, nesse período já se pode usar o meio-fraque, o traje mais utilizado.

Após 19 horas, a etiqueta pede mais pompa. O meio-fraque é o mais usado, mas outras opções como o fraque, fraquete e smoking também são bem vindos.

As opções para as mães e madrinhas são bastante variadas, já que elas podem usar a imaginação para escolher a cor. Para não correr o risco de ter surpresas, oriente as suas madrinhas de acordo com o seu gosto e possibilidades. Você pode tanto indicar uma cor para as madrinhas do noivo e outro para as suas madrinhas (algo que tem sido usado bastante) quanto deixar a cor ao gosto da convidada – neste caso se pronuncie em relação a alguma cor que você não gostaria de ver no altar e relembre as moças que preto e altar não combinam.

No caso de cada madrinha escolher sua cor, dê prioridade para a sua mãe e a sua sogra, e depois abra a escolha para as madrinhas. Tente ser o mais natural possível nesse processo, coloque os limites de uma maneira agradável, em um encontro especial com as madrinhas, por exemplo.

Orientações adicionais incluem:

  • Tecidos leves como musselina e organza, em tons mais suaves e longuete se a cerimônia for de dia. Chapéus podem ser uma boa opção, apesar de não ser tradição no Brasil;
  • Para cerimônias à tarde a opção também deve ser tecidos leves como musselina e organza em tons mais suaves e longuete. Trabalhos discretos com rendas, pedras opacas e bordados com fitas e linhas dão o toque de charme nas roupas;
  • À noite, quem gosta de brilho pode se esbaldar um pouco mais: neste horário cores e brilhos são bem-vindos para alegrar o altar. Uma dica para madrinhas mais ousadas: cores claras pedem brilho; cores fortes dispensam excesso de pedraria; estampas somente com muita cautela – eu indicaria não usar já que são raras as pessoas que se arriscam, então o risco é você parecer a decoração do altar.

Damas e pajens costumam preceder a entrada da noiva, anunciando o início da cerimônia. Se a inocência da idade é respeitada, são um espetáculo à parte!

  • O primeiro mandamento é: vista as crianças como crianças. Cabelos soltos ou rabinho com arranjos delicados e sapato de boneca ficam lindos. Pelo amor de Deus não coloque salto na criança, deixe que ela faça isso quando tiver idade para tal;
  • O traje deve harmonizar-se com a decoração da igreja e com o estilo do casamento;
  • Pela manhã caem bem tecidos leves como fustão e popelina, com detalhes em bordado inglês e fitas; à tarde shantung, organza ou tafetá; à noite use tecidos mais pesados e invista em renda, guipure e bordado. Independentemente do horário, preze também pelo conforto (uma roupa apertada pinicando pode colocar em risco até a entrada da criança na igreja, já que esta pode ficar manhosa);
  • Crianças crescem rápido, portanto encomende a roupa das daminhas cerca de dois meses antes do casamento, quando você também já saberá como será a decoração da igreja;
  • Para os pajens (meninos) a escolha divide-se entre terno ou meio-fraque. Se o casamento for mais descontraído, calça social, camisa e suspensório despertarão diversos “ai que fofura!”.

Um dica importante é escolher crianças com a partir de 4 anos e mais descontraídas, já que o risco de eles se assustarem na hora ser menor. Optar por duas crianças entrando juntas e não uma pode ser um bom artifício para também evitar esse risco. Além disso, peça para a mãe trabalhar a ideia na cabeça da criança e dias antes leve-as para assistir a um casamento e explique como será a entrada. Vale também ensaiar a entrada.

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